A Ayahuasca é produzida pela junção de duas plantas.

CHACRONA (Psichotria viridis) e JAGUBE (Banisteria caapi): Sua substância ativa é o DMT (N-dimetiltriptamina). São as plantas mestras professoras mais poderosas do xamanismo, da preparação de ambas nasce a Bebida Sagrada conhecida como Ayahuasca ou “Vinho das Almas”. Plantas originárias da América do Sul, encontradas em toda a região amazônica. Utilizada para busca de autoconhecimento e cura por pajés, xamãs e curandeiros.

A Ayahuasca é uma das muitas plantas com alcaloides consumidas pelos xamãs do mundo todo para induzir o transe. Os alcaloides entram na corrente sanguínea e viajam até o cérebro, afetando o sistema nervoso e causando alterações na consciência que podem resultar em visões. Estas, muitas vezes, são profundas e colocam indivíduos em contato direto com o mundo dos espíritos. Muitos povos xamanistas chamam essas plantas de “enteógenos”, uma palavra de origem grega que significa algo como “aquilo que revela Deus”. Isso enfatiza a natureza sagrada dessas plantas, em contraste com o termo médico, “alucinógeno”.

Ayahuasca é uma bebida ritualística sagrada também conhecida com Santo Daime. Possui propriedades / substâncias capazes de expandir a consciência, possibilitando a percepção das sabotagens psicológicas (próprias e alheias), além de aflorar o potencial humano através da conexão com o Ser Maior (Ser Natural). As sessões com a Ayahuasca são celebradas, a exemplo dos índios, na forma de cerimônias que evocam os Seres e as Forças da Mãe Natureza. Esta Medicina é muito eficaz quando utilizada no contexto psicoterapêutico, atuando como aceleradora do processo de autoconhecimento e transformação pessoal.

EFEITOS BIO-QUÍMICOS

Caio Bastos
TEXTO DO TITULO FARMACOLOGIA DO SANTO DAIME E SEUS EFEITOS BIOQUÍMICOS NO CORPO HUMANO

O Santo Daime é uma bebida conhecida milenarmente pelos povos das américas e foi, durante todo este período, utilizado de forma sagrada e ritualística por estes povos, porque tem um grande poder alterador da consciência humana.

Este poder de alterar a consciência permite que o indivíduo que utiliza esta bebida entre num estado de percepção bastante profunda sobre si mesmo. É uma característica do Santo Daime propiciar uma viagem para dentro de si mesmo, levando aquele que o utiliza, a níveis muito profundos de auto-consciência e de auto-entendimento. Assim, esta bebida foi e é conhecida pelos povos nativos do nosso continente como uma substância enteógena, que significa aquela que tem Deus dentro (do grego theos, genus). É exatamente por esta razão que sempre foi utilizada de forma sagrada e ritualística e não poderia ser de outra maneira. É um veículo muito poderoso que permite um indivíduo se encontrar consigo mesmo de forma bastante profunda.

O Santo Daime é uma bebida obtida através do cozimento em água de duas plantas nativas da região amazônica: um cipó, de nome científico Banisteriopsis Caapi, conhecido também como Jagube ou Mariri, e um arbusto da família do café, de nome Psychotria Viridis, conhecido popularmente como Rainha ou Chacrona. Estas duas plantas contêm, cada uma, substâncias bioquímicas que, juntas, são complementares porque se encaixam perfeitamente no funcionamento do sistema nervoso humano de uma forma que é tranqüilamente absorvida pelo organismo, sem causar qualquer tipo de agressão ou de dependência. A junção destas duas plantas também traz o perfeito equilíbrio energético do feminino e do masculino, do yin e do yang, da Lua e do Sol. A Rainha possui uma força evidentemente feminina e é nela onde reside o poder de visão da bebida, contida numa substância abundante de sua seiva, conhecida como DMT (dimetiltriptamina), enquanto que no Jagube está a força masculina deste equilíbrio contida nos alcalóides Harmala (Harmina, Harmalina, Tetrahidroharmina, Harmalol e Harmol, estes dois últimos em menores concentrações).

Para que possamos entender o funcionamento destas substâncias no corpo humano, é necessário um conhecimento prévio resumido do funcionamento da área mais nobre do cérebro humano, que desempenha funções de planejamento de atividades no tempo e é também responsável pelo foco de atenção que nos permite a concentração necessária para realizar qualquer tarefa. Esta região cerebral é movida por um neurotransmissor, que é a molécula que se encaixa entre um neurônio e outro com a finalidade de conduzir estímulos nervosos através da teia neuronal, chamado Serotonina. Este neurotransmissor é produzido no interior do cérebro humano e também no trato gastrointestinal. Em um indivíduo normal, sua produção é obtida através do L-Triptofano, um aminoácido alimentar essencial. Quando um indivíduo entra num processo depressivo, há deficiência na produção de Serotonina, que pode ser causada pela falta das substâncias primordiais para a sua produção ou por alguma deficiência do sistema produtor deste neurotransmissor, sendo que um dos primeiros sintomas da depressão é justamente uma dificuldade que o indivíduo passa a ter quanto a focar sua atenção em qualquer tarefar que for realizar. A Serotonina é uma substância que tem uma vida útil no corpo humano e, uma vez expirado este prazo, ela é metabolizada por uma enzima também produzida na região gastro intestinal, conhecida como Monoaminoxidase ou MAO. Esta enzima, quando em ação, regula os níveis de Serotonina no interior do cérebro humano num indivíduo normal. Ela é liberada no sangue através de mensagens que chegam do cérebro ao estômago através do nervo pneumogástrico. Existe também um outro mecanismo neurológico que é responsável pela diminuição dos níveis de Serotonina, que está localizado no interior do cérebro e é conhecido como Sistema de Recaptação de Serotonina. Este sistema recapta as moléculas de Serotonina que vagam pelo cérebro e as reencaminha a neurônios que necessitam de neurotransmissores para cumprir sua função. Assim, todo este mecanismo garante o funcionamento do sistema nervoso humano, de acordo com o projeto original.

Quando uma pessoa se encontra num estado depressivo e passa por um tratamento psiquiátrico, ela pode receber a prescrição de algum remédio anti-depressivo, que é um recurso químico muito utilizado pela medicina convencional nos dias de hoje. Existem algumas drogas destinadas ao tratamento de depressão que foram desenvolvidas para inibir completamente o Sistema de Recaptação de Serotonina por um tempo bastante prolongado, e são potencialmente perigosas de serem utilizadas concomitantemente ao Santo Daime, podendo gerar uma crise serotoninergética no indivíduo, como veremos mais adiante. As drogas mais conhecidas que possuem esta característica de inibir o Sistema de Recaptação de Serotonina são:
– Prozac, – Daforin, – Eufor, – Verotina ou – qualquer outra droga que contenha Fluoxetina.

No entanto, a química destas drogas foi posteriormente redesenvolvida e gerou outros remédios psiquiátricos mais modernos (por exemplo, a Sertralina e a Paroxetina), que realizam a inibição da MAO e não interferem mais no Sistema de Recaptação de Serotonina. Estes remédios psiquiátricos mais modernos podem ser utilizados juntamente com o Santo Daime, sem oferecer nenhum risco ao paciente. De qualquer maneira, é fortemente recomendado que a pessoa que utiliza qualquer droga psiquiátrica passe por uma avaliação médica antes de utilizar o Santo Daime.
A função das drogas psiquiátricas é a de aumentar artificialmente os níveis de Serotonina no cérebro, impedindo que os sintomas da depressão apareçam. No caso do paciente depressivo suspender o uso da droga, os sintomas da depressão voltam a aparecer se o seu corpo ainda possuir a mesma deficiência na produção de Serotonina que o levou ao tratamento médico.

O Santo Daime, como já foi dito, possui duas classes de substâncias que geram os seus efeitos psicoativos: a DMT, contida nas folhas da Rainha, e os alcalóides Harmala, contidos no cipó Jagube, em maior concentração na sua casca.
Dentro da alquimia da natureza, de forma exatamente igual, a DMT também é produzida pelo corpo humano, em quantidades bem pequenas, e alguns estudos científicos ainda não totalmente comprovados apontam no sentido de estar ligada às visões coloridas que temos nos sonhos quando dormimos. Algumas pessoas desenvolvidas mediunicamente também já foram estudadas na sua bioquímica por cientistas, onde houve constatações de que há, nestas pessoas, uma quantidade maior de DMT do que em indivíduos que não passaram pelo processo de desenvolvimento destas faculdades espirituais. Portanto, bioquimicamente falando, a DMT também é a chave que liga o ser humano ao mundo espiritual. Ela é a molécula que pode dar aos homens a visão do mundo espiritual. Por outro lado, quimicamente, a molécula da DMT é virtualmente idêntica à molécula da Serotonina, com algumas pequenas diferenças. Isto significa que ela se encaixa perfeitamente nos mesmos neurônios que utilizam a Serotonina como meio de transmitir estímulos nervosos a outros neurônios. Assim, um indivíduo sob o efeito de um aumento considerável na quantidade de DMT no cérebro, terá uma abertura da sua visão espiritual, ou do que os orientais chamavam de terceiro olho. Em outras palavras, a DMT é uma janela para o mundo espiritual. E como esta molécula ativa neurônios no cérebro, em grandes quantidades ela se espalha por regiões cerebrais que fazem parte da parcela inconsciente humana, ou seja, permite ao indivíduo que, sob o seu efeito, faça uma “viagem” ao seu inconsciente, que amplie o conhecimento de si mesmo, que traga este conhecimento para o lado consciente, despertando faculdades que, muitas vezes, nem sabia que possuía.

Mas existe uma pré-condição para que a DMT possa penetrar na corrente sangüínea por via oral, o que não acontece num chá que contenha somente DMT, porque no próprio estômago é produzida a enzima MAO que metaboliza a Serotonina e também sua molécula gêmea. Para que a DMT não seja metabolizada diretamente no estômago e consiga penetrar na corrente sangüínea, há necessidade de que a produção de MAO seja suspensa temporariamente, efeito este que é obtido pela presença no chá dos alcalóides Harmala, contidos no cipó Jagube. Em outras palavras, é o cipó que abre o caminho para que a DMT da folha entre na corrente sangüínea pela via oral. Também os alcalóides Harmala têm um efeito psicoativo devido à inibição, desta vez parcial, do funcionamento do Sistema de Recaptação de Serotonina contido no interior do cérebro humano. Isso resulta num aumento dos níveis de Serotonina no cérebro de um indivíduo quando este está sob o efeito do Santo Daime. Este resultado é perfeitamente perceptível através do aumento da capacidade de concentração e de atenção que o indivíduo sente quando está sob o efeito da bebida. Este efeito de melhora na concentração e na capacidade cognitiva de uma pessoa perdura e se consolida de forma crescente conforme exista uma continuidade e uma constância no consumo do Santo Daime na sua vida. Há também uma imunidade adquirida, por indivíduos que consomem o Santo Daime durante muitos anos, a doenças degenerativas do sistema nervoso central. Este é um fato que já foi comprovado por uma comissão de cientistas que estudou membros na União do Vegetal durante a década de 1980.

Há ainda alguns efeitos secundários que o Santo Daime pode provocar num indivíduo, devido às substâncias que contém. O primeiro é o efeito purgante provocado pelo cipó, que muito foi explorado pelos povos nativos na sua história para limpeza orgânica e curas pela desintoxicação. Este efeito não acontece sempre e nem em todos os indivíduos que utilizam o Santo Daime. Do ponto de vista bioquímico, o segundo é o efeito do vômito, que pode ser provocado pelo excesso de mensagens enviadas do cérebro ao estômago, através do nervo pneumogástrico, para que haja produção de MAO para baixar os níveis de Serotonina em alta no sistema nervoso central. Como o sistema produtor de MAO é inibido temporariamente pelos alcalóides Harmala do cipó Jagube, estas mensagens não surtem efeito e o seu excesso e constância podem provocar náuseas. Como os alcalóides Harmala também inibem parcialmente o Sistema de Recaptação de Serotonina no interior do cérebro, este sistema volta a funcionar sozinho conforme os níveis de Serotonina aumentam, sem depender da produção da MAO, regulando assim a bioquímica do cérebro sem risco de se chegar a um estado tóxico que uma síndrome serotoninergética traria. Uma síndrome de excesso de Serotonina no cérebro pode acontecer apenas se houver inibição total da produção de MAO concomitantemente a uma inibição também total do Sistema de Recaptação de Setoronina. Isso pode acontecer se o indivíduo estiver utilizando uma droga psiquiátrica que iniba totalmente o funcionamento do Sistema de Recaptação de Setoronina e, ao mesmo tempo, ingerir o Santo Daime, que inibe completamente o sistema produtor de MAO. Neste caso, o cérebro perderia temporariamente todos os mecanismos de controle dos níveis de Serotonina no cérebro, podendo conduzir o sistema neurológico a um estado tóxico com perigo de morte. É exatamente por isso que há necessidade de uma atenção especial e acompanhamento médico a todos os indivíduos sob tratamento psiquiátrico que pretendem tomar o Santo Daime. É necessário que se verifique antecipadamente o tipo do anti-depressivo que está sendo utilizado e, no caso de ser uma droga que ofereça este tipo de risco, deve ser suspensa a sua utilização ou ser substituída por outra compatível a se utilizar concomitantemente ao Santo Daime. Sob orientação médica, o Santo Daime, por si só, pode servir como um anti-depressivo natural, pois chega aos mesmos resultados bioquímicos de algumas drogas utilizadas pela psiquiatria tradicional para tratamento de pessoas depressivas, sem nenhum tipo de efeito colateral.

Do ponto de vista espiritual, é muito claro que, tanto o efeito purgativo quanto o vômito, são efeitos diretamente ligados a uma limpeza energética que a bebida realiza no indivíduo. O Santo Daime possui a capacidade espiritual de expulsar toda e qualquer energia de desarmonia e perturbação de uma pessoa através do vômito ou da diarréia, que normalmente são seguidos de uma sensação de alívio e conforto muito grandes após qualquer dos processos de limpeza. Também conforme a continuidade e a constância do consumo do Santo Daime, normalmente é observado que os processos de limpeza, numa pessoa, diminuem de intensidade e de freqüência com o passar do tempo.

A absorção de todas as substâncias contidas no Santo Daime pelo organismo humano é feita de forma absolutamente natural, sem trazer prejuízos à saúde e nem apresentar qualquer efeito de dependência à bebida. Isto também foi objeto da pesquisa científica que apoiou o parecer favorável à liberação oficial na forma da lei do uso religioso do Santo Daime no Brasil, dado pelo antigo Conselho Federal de Entorpecentes (CONFEN) e consolidado pelo atual Conselho Nacional Anti-Drogas (CONAD). Este parecer favorável foi dado pelas autoridades brasileiras após ser formada uma comissão multi-disciplinar composta de cientistas, médicos, psicólogos, psiquiatras, antropólogos, biólogos, historiadores, sociólogos, membros da polícia federal e do exército, que analisou o Santo Daime em todo o seu contexto, desde seu conteúdo químico, suas implicações psiquiátricas até o ambiente social que o envolve. Este estudo foi feito durante alguns anos na década de 1980 e gerou um relatório final que suspendeu o DMT do DIMED, uma lista de substâncias proibidas, publicada inicialmente sob orientação da ONU. Com esta suspensão, o Santo Daime passou a ser reconhecido pela lei brasileira como uma legítima manifestação dos costumes dos povos nativos do Brasil, onde há mais de 70 tribos indígenas que fazem uso em suas tradições, respeitando assim uma herança cultural que perdura há mais de 4 mil anos.
Caio Bastos Céu da Lua Cheia 24/08/2005

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Iansã, também conhecida na Umbanda e no Candomblé como Oyá, é um Orixá muito popular e famoso no Brasil.

Iansã traz muito forte a questão do empoderamento feminino, um tema muito falado atualmente mas que podemos ver, através de Iansã, que isso já vem de muitos anos.

Iansã traz essa luta interior, com nós mesmas, nos entendendo, nos fortalecendo, para que a gente se conheça e enfrente nossos medos.

“Mulheres, devemos nos unir, devemos cooperar umas com a outras, devemos somar as nossas forças.”

Iansã é uma orixá africana que comenda as tempestades, raios, trovões e ventos. Ela representa o movimento, o fogo, a ânsia de mudança, de deslocamento.

Ela está relacionada a dois elementos contraditórios, a água e o fogo, e isso influencia diretamente em sua personalidade.

Iansã domina na espiritualidade os eguns, espíritos recém desencarnados. Esses são entregues a ela pelas mãos de Obaluaiê, que preside o desencarne. Iansã utiliza o eruexin, instrumento mágico que conduz e subjuga os espíritos sem evolução. Dentre seus adornos está também a espada, pois trata-se de uma orixá guerreira.

Ela representa a força feminina e das mulheres que querem se firmar em um “mundo masculino”. Seu temperamento é ardente, intenso e transgressor.

Iansã pode ser traduzido como “a mãe do céu rosado” ou a “mãe do entardecer”, sendo assim, o rosa é a cor de Iansã por excelência, porém, ela também se manifesta através do amarelo, marrom e vermelho.

Filhos de Iansã

Os filhos de Iansã recebem dela um pouco de sua personalidade forte e franca. Normalmente são pessoas carismáticas e atraentes, são muito temperamentais, adoram seduzir, valorizam sua liberdade, são determinados e bons líderes no trabalho e têm o pensamento bem à frente do seu tempo.

Não poderíamos esperar menos dos filhos dessa Orixá guerreira.

Orixá de sentimentos intensos, representa a sensualidade e as paixões avassaladoras. Ela ama ou odeia com a mesma intensidade, com ela não existe meio termo.

Por ser uma guerreira, Iansã está sempre presente em campos de batalha e em caminhos onde riscos e aventuras se misturam, mas ela não deixa de lado o seu lado feminino e vaidoso.

Iansã não aprecia afazeres domésticos, está sempre longe do lar.

Em algumas lendas, podemos ver que Iansã não é dada a picuinhas, mostrando que nada nela é medíocre ou discreto. Iansã é aquele tipo de mulher que quer um homem ao seu lado para ser seu companheiro e não para dominá-la, nem sustenta-la.

Iansã é a quebra dos limites impostos pelas normas, que impedem o desenvolvimento do espírito. Ela progride, de forma dinâmica, em direção aos aspectos regressivos, trazendo uma nova vida aquilo que estava morto.

Dia 29 de junho teremos Círculo de Mulheres – As Guerreiras de Iansã, venha participar desse dia especial, dessa fascinante vivência.

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Quer saber um pouco mais sobre As Guerreiras de Iansã? Clique aqui e assista o vídeo que preparamos.

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Cada um de nós tem um anjo de guarda que está conosco desde que nascemos. Nosso anjo é especificamente designado para nós e eles viajarão conosco todos os dias de nossas vidas.

É reconfortante saber que o olhar atento do nosso anjo de guarda está sempre próximo. Por isso é importante mantermos uma conexão com o nosso anjo, e uma forma de fazer isso é acendendo a vela para ele.

Porque eu acendo vela para anjo de guarda?

Porque a vela de anjo de guarda é uma proteção, ela é a sua conexão com uma proteção espiritual. Ela ajuda a dar mais clareza na mente, clareza nas emoções, a ver e agir com mais sabedoria, porque ela vai te colocar em uma energia superior de vibração.  O anjo de guarda vem trazendo uma força para o seu campo energético, pra sua aura, pra sua cabeça, pra sua visão.

Aonde eu vou acender a vela para o anjo de guarda?

Você pode ascender um altar, se tiver um em casa, se não tiver um altar, é legal que você escolha um espaço, e deixe ele separado e arrumado para esse ritual.

O que preciso usar para acender a vela?

Você vai precisar de um pires de cerâmica, de preferência na cor branca, um copo para o mel (o mel é um elemento agregador, ele vai ajudar a trazer essa presença e alimentar o seu campo com essa vibração de amor, de serenidade, de doçura), um copo para a água (a água é um filtro, tanto que quando a pessoa está muito carregada, você vai perceber que a água vai estar cheia de bolinhas, parecendo uma água gasosa, não beba essa , ela não é para beber, ela vai estar funcionando como um filtro, a água é muito receptiva, então ela vai fazer essa função de filtrar, de purificar) e uma vela branca. Dê preferência por copos brancos ou transparentes.

A vela você pode utilizar a palito, que dura em média umas 2 horas, a vela de 12 horas ou a vela de 7 dias.

Se usar a vela de 7 dias, não retire o plástico que a envolve, pois assim ela se mantem firme.

Sempre que a vela terminar, você deve descartar o mel e a água, pode ser na pia mesmo, limpar tudo e colocar mel e água novos para um novo ritual.

Em qual horário do dia posso acender a vela?

No horário em que você realmente puder parar, sem pressa, para se conectar com o seu anjo da guarda. Se você tiver algum compromisso e tiver tempo certo para acender a vela e sair, o melhor é aguardar para um outro momento, porque a forma que você acende, a energia que você passa para a vela faz total diferença.

Qual o processo para acender a vela do anjo de guarda?

Segure a vela na mão, e faça um movimento de limpeza, como se você estivesse retirando as impurezas que possam estar presentes, porque a vela passa de mão em mão até chegar até você, então faça esse movimento com intenção de retirar a energia que está na vela.

Depois disso, segure a vela com as duas mãos, e faça movimentos passando a sua energia para a vela e fazendo a sua oração para o seu anjo de guarda.

É muito legal também você dar um nome para o seu anjo de guarda, e não fale para ninguém, isso fica entre você e seu anjo de guarda, assim fortifica ainda mais essa conexão e também impede que outras pessoas tentem entrar em contato com intenções que não sejam positivas.

 Depois de feita sua oração, energizando a vela, coloque-a no pirex. Gosto de esfregar as mãos para energizar os chacras das mãos. Com as mãos empostas, peça (orando) que ative esse espaço mágico, que te conecte com seu anjo de guarda (nesse momento, faça uma oração para ativar esse espaço mágico).

Depois, você vai levantar a vela acima da cabeça, e com o fósforo você vai acender a vela, segurando com a mão direita, nesse momento você evoca a presença do seu anjo de guarda (mantendo a vela acima da cabeça), peça que ele envolva o seu mental em sua vibração sagrada, que te guarde, que te proteja, que te ilumine.

Coloque a vela no topo da cabeça.

Esse momento agora é muito importante, pois você vai visualizar a chama da vela indo até o universo, encontrando o seu anjo de guarda. Fique o tempo necessário nessa visualização.

Sentiu que conectou com o seu anjo de guarda, você vai dar sete voltas na cabeça, em sentido horário, visualizando essas 7 voltas, envolvendo os seus sete chacras principais.

Finalizou as sete voltas, agradeça (Amem), agora coloque a vela no pires.

Fazendo a firmeza do seu anjo de guarda dessa forma você pode colocar a vela em um local abaixo da cabeça, porque a firmeza inteira dele foi feita acima da cabeça, pegando do topo da sua cabeça para sua aura inteira.

Então, essa firmeza te dá essa possibilidade de colocar a vela abaixo da cabeça. Se não for feito dessa forma, você acende a vela em um lugar alto, acima da cabeça e deixe ela queimando.

Se a vela apagar, você tem que refazer todo o ritual, não é apenas acender.

Quando ela apaga mais de 3 vezes, você deve jogar a vela fora, porque ela pode ter puxado uma energia mais densa, ai você descarta essa vela e acende outra, fazendo todo o ritual novamente.

Toda semana, acenda sua vela para o anjo de guarda, cuide de você, cuide do seu anjo de guarda. Mantenha essa boa conexão com seu anjo de guarda.

 


Em nosso canal no Youtube você pode ver o vídeo completo, ensinando o passo a passo para acender a vela para o seu anjo da guarda, clique aqui para assistir ao vídeo.

Quer aprender como o fogo pode auxiliar a fazer uma limpeza energética, descarregar energias negativas e cortar magias negras? Venha participar no nosso Curso de Magia do Fogo. Clique aqui e inscreva-se.

Espero que tenha gostado do nosso artigo, fique à vontade para compartilhar!

Com o tarô, temos a oportunidade de não sermos pegos de surpresa sobre a energia que vai envolver, sobre certos acontecimentos que nos aguardam durante o ano. Mas, devemos sempre encarar cada ano que entra como uma possibilidade de renovação dos desejos, das atitudes e das esperanças sobre aquilo que queremos.

Como identificamos qual arcano vai reger esse ano?

Somando os números do ano, então se eu somo 2+0+1+9 eu tenho o número 12, e esse número é o Arcano do Enforcado. A carta do Enforcado é uma carta negativa, independente da carta ser positiva ou negativa, cada carta tem os dois aspectos, em equilíbrio e em desequilíbrio. Essa carta, normalmente é associada a bloqueios, privações e frustações. O ano de 2019 irá exigir de cada um frequentes revisões de atitudes e comportamentos.

Como esse arcano influencia no campo da saúde?

O Enforcado em desiquilíbrio nos faz ver o quão incômodo pode ser esta posição invertida. Cansaço, dores, perca da fé, depressão, complicações que por conta de descuido constante, podem ser frequentes e cada vez mais sérias.

Uma visão importante

Nesse ano é essencial olhar para o outro com humildade, não se colocar superior nem inferior aos outros e sim assumir seu lugar e suas escolhas, nas quais devem ser feitas com amor.

Há um chamado para ver as necessidades da humanidade, independente do país, raça ou quaisquer outras diferenças.

Se você não conseguir se compadecer pela dor do outro, talvez você não esteja conseguindo se compadecer pela sua própria dor.

Olhe para sua dor, olhe para suas necessidades, olhe para as carências, olhe para aquilo que está faltando, para aquilo que você não está se respeitando, para os excessos que você tem cometido, então cure a sua ferida, porque só com essa ferida curada, você vai conseguir enxergar o outro com amor e se compadecer com a dor do outro.

Mantenha o equilíbrio emocional para passar pelas situações difíceis e diminuir o medo da vida e da morte.

Seja verdadeiro consigo mesmo, suas atitudes para com o próximo precisam ser verdadeiras, de coração!

O tarô nos mostra muitas formas de interpretação das cartas, usando sua intuição e as tiragens. Venha fazer o curso de Tarô e Baralho Cigano.

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Gostou do artigo e tem interesse em saber um pouco mais sobre o Enforcado, clique aqui para assistir o vídeo que preparei.

 

 

 

 

 

Deusa da alegria, da felicidade, do riso, essa é a Deusa Uzume. Uma deusa borbulhante com uma personalidade efervescente, e o principal mito a que ela está associada é fantástico.

O irmão de Amaterasu, uma deusa do sol, em um ataque de ciúme, matou um cavalo e atirou-o a seus pés, deixando-a profundamente ofendida e magoada. Devido a isso, Amaterasu se escondeu no fundo de uma caverna. Mas isso era um problema, pois ela era uma deusa do sol, e levava a luz com ela.

Os deuses e deusas imploravam para que ela saísse, mas ela se recusava, só que Uzume teve uma ideia. Ela colocou um espelho fora da caverna e uma banheira, na qual ela dançou. Essa dança foi muito cômica e obscena quando Uzume tirou suas roupas e se revelou, fazendo com que os deuses e deusas rissem e causassem um grande tumulto. Com isso, a curiosidade de Amaterasu tirou o melhor dela e ela foi até a entrada da caverna. Da entrada, ela avistou seu reflexo brilhante no espelho e foi atraída para fora. Uma vez fora, os deuses e deusas a agarraram e selaram a caverna atrás dela para que ela não pudesse recuar para dentro novamente. As deusas pediram a Amaterasu que retomasse a sua função divina, e ela concordou. Viu tanta alegria e gargalhada que ficou feliz em estar fora da caverna.

Essa história nos mostra como Uzume usou o humor para resolver uma situação difícil, e que ela também não teve receio em se expor e deixar que as pessoas rissem dela. Uzume sabe sobre o poder do riso e do humor, e não tem medo de usá-lo.

Ela é associada tanto a dança quanto a percussão, enquanto seus pés batiam na banheira criando um ritmo para sua dança.

Essa dança hilariante demonstra o forte poder de cura da dança, ritmo e riso.

Uzume diz que a totalidade é alcançada quando você decide-se a rir e a enxergar o hu-mor em todos os desafios da vida.

Nos dias em que se sentir um pouco triste, onde tudo parecer escuro, sem previsão de luz para iluminar seu caminho…. DANCE!

Uma boa maneira de se conectar com Uzume é fazendo o que ela mais gosta de fazer: dançar! Dance e cante livremente, libertando-se de toda a tristeza, desprendendo-se de todos os problemas.

Conheça o Círculo Sagrado do Amor ao Feminino, a cada encontro iremos evocar uma Deusa e identificar o que ela representa para nós.

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DEUSA MINERVA – CRENÇAS

CRENÇAS

Sou aquilo que penso.

Minha vida é formada e moldada

pelo que digo a mim mesma.

Quem sou no mundo

é o que penso que sou.

O que tenho no mundo

é o que penso que posso ter.

O conteúdo da minha mente

é o que eu escolho.

Eu descarto, corto, jogo fora

aquilo que não contribui para nada.

O que os outros pensam de mim

é a história deles

e diz muito mais sobre eles

do que sobre quem eu sou.

Na minha jornada

eu me certifico de que aquilo que carrego

seja de minha própria e cuidadosa escolha

e me sirva bem.

 

MITOLOGIA

Minerva, deusa romana e etrusca da inteligência, da criatividade, da sabedoria, das habilidades domésticas e manuais, era a protetora dos artesãos, de todas as pessoas cujo trabalho manual era guiado pela mente. Seu nome vem da antiga raiz da palavra “mente”. Minerva aparece aqui com sua árvore, a oliveira. Ela usa uma égide, um peitoral ladeado por serpentes, e uma coruja em seu toucado que a identifica como a Deusa da Morte e dos mistérios mais profundos.

SIGNIFICADO DA CARTA

Minerva veio para dizer que está na hora de examinar as suas crenças e mudá-las, se elas não alimentam a sua totalidade. Como pensamentos velhos, desgastados, insalubres estão minando a sua vida, a sua energia e a sua felicidade? Você acredita no que as outras pessoas pensam e/ou dizem a seu respeito? Você ainda está rodando a fita de mensagens negativas que seus pais e/ou as pessoas que tomavam conta de você lhe deram quando era criança? Você acredita no pior sobre si, ou no melhor? Suas crenças são rígidas demais para permitir e apoiar sua evolução? Todos nascemos com uma história. Se vamos viver a história com que nascemos ou criar uma história que alimente tudo que queremos ser é uma escolha nossa. Minerva diz que a totalidade é cultivada quando você se vê em todos os seus aspectos – tanto os sombrios como os luminosos – escolhe suas crenças para que sirvam ao mais alto benefício.

MINERVA – Oráculo da Deusa – Amy Sophia Marashinsky

 

FALANDO SOBRE CRENÇAS LIMITANTES

Crenças significa aquilo que eu acredito ser verdade, mas nem sempre é de fato uma verdade.

Somos feitos de crenças! Crença de quem eu sou, de quem eu não sou, o que posso e o que não posso. Crenças religiosas, crenças sociais, crenças internas. O que posso concluir é que somos muitas crenças!!!

Na minha visão as crenças têm seu lado positivo e negativo, como tudo o que existe neste mundo. Mas é importante sempre observar se estas crenças que você carrega está te paralisando ou se está estimulando seu crescimento.  Para isso é importante um olhar observador e livre de auto piedade, vitimismo, justificativas que não irá servir de nada a não ser te manter numa estagnação doentia.

Algumas crenças são fundamentais em determinada fase da vida, mas superados os desafios do momento, uma nova transformação é necessária, crenças são desfeitas e novas são estabelecidas para estimular o contínuo desenvolvimento do ser.

Trazendo este tema para o universo feminino, relembro do nosso poder de transformação, morte e renascimento também das crenças. Quantas são as crenças que nos foram impostas:

– Crença de inferioridade: “lute como um homem…”

Lutamos como mulheres, somos guerreiras, fortes e indomáveis!

– Crença de que nascemos para gerar filhos e casar, somente assim a mulher será feliz e completa. : “Casou? E quando terá os filhos?”

Somos mulheres geradoras, não só de filhos mas de idéias, de trabalho, de tudo! Somos o poder da geração. Não limite nosso poder de gerar somente no físico, gerando uma criança em nosso ventre! Em nosso ventre gestamos tudo! Tanto no ventre físico quanto no energético!

Casar? Nem sempre é o que queremos. Filhos? Nem sempre é o que queremos.

Somos maternidade , mas não somos somente isso. Sou feliz solteira e sou feliz sem filhos também!

– Crença da fragilidade e dependência: “Mulher, sexo frágil”

Frágil? Fala sério! Somos fortes, resistentes, determinadas e resistimos a  dores que somente as mulheres sabem! O parto, o medo de ser estuprada, o trabalho dentro e fora de casa, as injustiças de direitos diferenciados entre homens e mulheres.

A mulher foi treinada a anos a depender emocionalmente dos homens, do pai, do marido, do filho…. Vamos mudar esta crença! Não estamos sozinhas! Somos muitas e somos fortes, independentes, magnificas, criadoras, divertidas, transformadoras, corajosas e podemos contar com as mulheres para sermos mais fortes!

 

Desejo a todas as mulheres a consciência de saber quem somos e do poder que temos! A consciência da diferença e também da igualdade entre homens e mulheres. A consciência do respeito a si próprio, as outras mulheres e aos homens. A consciência do SER MULHER!

 

Salve Minerva! Salve a Grande Deusa!

 

Vanessa Santos

 

 

 

Sagrada Força Feminina te saúdo e sinto tua presença se manifestando em meu Ser
Através de meus pensamentos, palavras e ações
Deixo que a Divina Presença da Mãe Cósmica me oriente com sua infinita sabedoria
Ela está chegando, sinto sua Dança!
Ela está falando, ouço sua canção de Amor!
Ela está dentro e fora nas coisas mais simples e por isso perfeitas
E seu templo sagrado é meu corpo de Mulher
Seu pensamento agora é meu pensamento
E só penso em Amor, só sinto Amor, e só vejo Amor
O mundo que percebo é fruto da minha percepção de Amor
E assim crio a minha realidade
Abençoo meu dia e honro minha Deusa de mil nomes
E assim crio a magia que me ilumina e protege
Saúdo a noite e honro minha Mãe Lua, suas sagradas fases comandam meu corpo de mulher
E assim me preservo saudável e com meus ciclos femininos em perfeita harmonia.
Saúdo a Incognoscível, e assim honro e preservo meu poder oculto.
Saúdo as Forças da Natureza para que a Mãe Terra me proteja
E me oriente no Norte, no Sul, no Leste e no Oeste.
Honro a terra onde piso, a água que bebo e o meu alimento,
Pois sei que tudo que fizer a esta Terra voltará para mim e para meus descendentes.
E assim me conecto ao coração de Gaia e a sua proteção maternal.
A Deusa cuida do meu corpo e da minha alma
E assim estou em perfeita sincronia com o Universo
Do meu coração flui seus ensinamentos, suas palavras de sabedoria e sua força infinita
E assim realizo minha divindade humana
Em minha alma o Sagrado Feminino e o Sagrado Masculino se uniram em Amor e Êxtase
E assim descobri o equilíbrio onde o ser humano deve estar
Todo o Amor que nutre minha existência vem da Fonte Divina
Por isso não preciso que nenhum ser humano o faça por mim
A Deusa abençoa meu corpo com seus sagrados encantos
E assim a beleza da minha Alma se reflete em meu corpo feminino
Da minha mente fluem os pensamentos e a criatividade
que fazem minha existência ser especial e singular
E assim realizo minha vocação maior
Preservo meu coração limpo e leve como uma pena
E assim me permito ser livre e feliz para sempre
E que Assim Seja, porque Assim É!

Autor desconhecido

Ilustração: Julie Dillon

Está é uma oração para ser afirmada sempre! Hoje ,08 de março, Dia Internacional da Mulher, devemos nos lembrar que todo dia é para ser celebrado como nosso! E que devemos sempre procurar unir nossas forças, em Círculos Sagrados, em família, no trabalho, com as amigas, e em qualquer lugar .

” Quando uma mulher incentiva o voo de outra mulher, ela está dando asas a si mesma!”

Com muito amor! Um Salve as Mulheres!!!

 

Sempre gostei e me interessei muito pelas Deusas, seus mistérios e conhecimentos. Mas esta história , nesta versão, (existem muitas) me tocou, e de uma forma tão clara mostrou a profundidade do mistério que existe no contato com estas Deusas, Ereshkigal e Inanna 

Então, vamos lá:

Era uma vez e não era uma vez uma Deusa chamada Inanna. Inanna é uma “deusa do céu”, brilhante, ativa, sensual e alegre. Sua vida flui de forma relativamente suave até o dia em que ela foi visitar sua cruel irmã , Ereshkigal, que vive no mundo subterrâneo e cujo nome significa literalmente “a senhora do grande lugar que fica abaixo”.

A história começa quando o marido de Ereshkigal morre e há um funeral no mundo subterrâneo. Inanna sente-se impelida a comparecer ao funeral e a fazer uma viagem pelo domínio de Ereshkigal. Ela precisa descer a um lugar do qual, na realidade, não gosta, uma região com a qual não tem familiaridade, um lugar que não é o seu mundo. Quando Inanna chega ao primeiro portão do mundo subterrâneo, Ereshkigal a recebe com o olhar sombrio e venenoso: “Como te atreves a vir ao meu reino? Mesmo sendo minha irmã, eu te sujeitarei ao mesmo tratamento que todas as almas recebem quando penetram o mundo subterrâneo”. Ereshkigal está de péssimo humor e, quando se sente dessa maneira, todos à sua volta sofrem. Ela não pára para considerar que Inanna veio para estar a seu lado no funeral de seu marido. Ereshkigal não está interessada em ser razoável ou justa. Ela representa a raiva global e primitiva da criança: quando está zangada ou infeliz, tudo é ruim e nada vale à pena.

Sete portões levam às profundezas do mundo subterrâneo. Ereshkigal ordena a Inanna que passe através desses sete portões,e em cada um deles a rainha do céu deve tirar uma parte de suas roupas: sua túnica, seu vestido, suas jóias – até chegar à parte mais profunda do submundo completamente nua. Aí, ela é então instruída a curvar-se diante de Ereshkigal, para honrar a força que a desnudou. Podemos ter que abandonar as coisas através, das quais temos até agora retirado nosso senso de identidade. Relacionamentos, empregos, sistemas de crenças, posses ou outras formas de apego podem nos ser tirados e levados embora, ou perdem sua validade ou apelo. E ainda assim, no mito, Inanna é obrigada a curvar-se diante de Ereshkigal – a honrar a força que a desnudou como se esta fosse uma deidade. Ereshkigal é uma deusa, uma deusa sombria, mas ainda assim uma deusa. É uma divindade através da qual opera uma lei mais alta e deve ser honrada como parte da vida que é. Sermos despojados de nossa identidade e de nossos apegos não é uma coisa agradável: trata-se de algo que sentimos mais como uma maldição do que como o trabalho de uma divindade. Embora possa ser difici1 de compreender, Ereshkigal serve.a um propósito mais elevado. Entretanto, a natureza desse propósito nem sempre fica clara de imediato. De fato, no caso de Inanna, a situação parece piorar mais ainda. Como se desnudá-Ia completamente e fazê-Ia curvar-se não fosse punição suficiente, Ereshkigal em seguida mata Inanna e pendura seu corpo num gancho para que aí apodreça. Aquela que fora uma deusa dos céus, feliz, bela e florescente, fica dependurada no mundo subterrâneo como se fosse um pedaço de carne morta apodrecendo pouco a pouco.

Isso é o que Ereshkigal faz a irmã, fará com qualquer criatura em certos momentos da vida, banindo-nos para um lugar onde nos sentimos podres e um lugar feio, nojento, depressivo, solitário e abandonado.
Esses .sentimentos sempre estiveram em nós, escondidos nos lugares mais escuros de nossa psique, deixado pelos traumas de infância ou por experiências passadas . Podemos nos dedicar com sucesso contra tais estados emocionais, mas Ereshkigal encontra uma forma de fazer com que os enfrentemos.

Enquanto isso, Ereshkigal – que acaba de perder seu marido e de matar sua irmã, está dilacerada pela tristeza e pelo rancor, também esta grávida e passando por um trabalho de parto difícil. E ainda por cima, está descontente com seu papel de deusa do mundo subterrâneo. Quando criança, ela fora violentada e, por punição, banida para aquele mundo, de maneira que ainda guardava rancor pela injustiça que sofrera. Ereshkigal não representa somente a morte e a decadência, mas simboliza também os instintos ultrajados da criança zangada, ferida e frustrada que muitos de nós continuamos a trazer no interior, a despeito de quanto tentamos ocultar esses sentimentos. Com Inanna morta e a vingativa Ereshkigal nas agonias de um parto doloroso, alcançamos o ponto mais triste da história. Entretanto, embora algo esteja morto, uma coisa. nova esta nascendo. A morte exige um nascimento, e um nascimento exige uma morte. Antes de empreender sua jornada pelo mundo subterrâneo Inanna sabiamente havia instruído sua serva Ninshubar para que a salvasse, caso não houvesse retomado do reino escuro de sua irmã em três dias. Inanna sabia que teria que entrar no mundo subterrâneo mas sabia também que não podia ficar presa naquele mundo. Ela quer descer a um lugar escuro, mas toma precauções que garantam que voltará outra vez para cima. Três dias se passam e Inanna não retorna, de maneira que Ninshubar, em desespero, pede socorro. Aproxima-se do pai e do avô paterno de Inanna, suplicando-Ihes que façam o que puderem para resgatá-la. Ambos respondem que nada podem fazer para alterar as determinações de Ereshkigal. Temos aqui duas figuras masculinas fortes que não têm poder sobre Ereshkigal, significando que a prerrogativa “masculina” da força e da capacidade de subjugar (que por sua própria natureza tentariam sobrepujar, suprimir ou combater um oponente) não é o. Que se necessita para lidar caiu à deusa sombria. Adotar uma atitude heróica contra Ereshkigal não funciona. Se tentarmos combatê-Ia, sua reação será mais rancorosa e feroz do que antes. Finalmente Ninshubar chega até um deus chamado Enki, avô materno de Inanna, conhecido como deus da água e da sabedoria. Trata-se de um deus fluido e compassivo, que compreende as leis do mundo subterrâneo. Em algumas versões do mito, é retratado como um ser bissexual, ao mesmo tempo macho e fêmea: ele pode ser violento, mas também é flexível e maleável. Enki concorda em fazer o que puder para salvar lnanna. Usando sujeira que retira do vão de suas unhas, molda duas pequenas figuras, os “Lamentadores”- criaturinhas minúsculas, andróginas e discretas. Sussurando-Ihes algumas palavras de advertência, ele as manda descerem ao mundo subterrâneo para resgatar lnanna. Parece ser inacreditável que essas figuras minúsculas e insignificantes consigam lidar com a poderosa Ereshkigal, mas é exatamente por serem tão pequenas é que logram introduzir-se no mundo subterrâneo sem serem vistas. Elas percorrem seu caminho sem serem surpreendidas pelo lacaio de Ereshkigal e também não precisam suportar a provação do desnudamento pela qual lnanna teve que passar.

Tranqüilamente, os dois pequenos Lamentadores aproximam-se aos poucos de Ereshkigal e lnanna. Sua tarefa é salvar lnanna, mas eles a realizam de uma maneira muito incomum. Embora estejam ali para levar lnanna de volta, eles a ignoram completamente e concentram-se primeiro em Ereshkigal. Ao invés de repreenderem Ereshkigal pela morte de Inanna, eles optam pela comiseração em relação à deusa sombria, estabelecendo uma empatia. com ela. Ereshkigal, nas dores do parto, lamenta seu destino:
“Eu sou o pesar, o pesar está dentro de mim!”
Os Lamentadores apiedam-se dela: “Sim, tu que choras és nossa rainha. O pesar está dentro de ti!”
Então, porque odeia o fato de ser a deusa do mundo subterrâneo, ela chora:
“Sou o pesar, o pesar está do lado de fora de mim!”, e eles respondem:
“Sim, tu que choras és nossa rainha. O pesar está do lado de fora de ti”.
Os Lamentadores espelham o que Ereshkigal está sentindo. E fazendo-o, queixam-se e seus lamentos soam mais como uma oração ou litania. Os Lamentadores haviam sido instruídos por Enki para afirmarem a força vital, mesmo se esta se revelasse na forma de dor e sofrimento.
Mesmo na escuridão e na negatividade, ainda há algo a ser honrado, algo a ser redimido. Ereshkigal está espantada. Ninguém jamais a honrou dessa forma antes. A maior parte das pessoas passa sua vida tentando evitar a dor, a escuridão e todas as coisas que Ereshkigal representa. Mas os Lamentadores a aceitaram; deram-lhe, graciosamente, o direito de se lamentar e de reclamar. O que efetivamente estão dizendo a Ereshkigal é:
Tu tens o direito de ser. Podes reclamar e continuar reclamando tanto quanto quiseres, e ainda assim te aceitaremos.”
Ereshkigal, grata por esse tipo de reconhecimento, quer recompensar os Lamentadores e oferecíeis qualquer coisa que desejarem. E eles lhe pedem que Inanna seja devolvida. Ereshkigal concorda, aspergindo lnanna com uma nova vida, e a rainha dos céus revive, livre para retomar novamente ao mundo superior.
Da mesma maneira que os Lamentadores de Enki aceitam EreshkigaI, também podemos aprender a aceitar a depressão, a escuridão, a morte e a decadência como parte da vida, como parte do grande círculo da natureza. Precisamos estar dispostos a penetrar em nossa depressão e nossa dor, a explorá-las, senti-las, esperando que passem. Precisamos de permissão para entristecer, lamentar e sentir rancor – não apenas em relação a pessoas e coisas que perdemos, mas ainda por fases perdidas de nossa vida, ideais perdidos que não nos servem mais. A aceitação permite que a mágica da cura funcione. Somente no momento em que Ereshkigal é honrada e reverenciada como uma deidade é que nós, como Inanna, podemos retomar ao mundo superior. Essa é a lição que Enki tem para nós; é a sua maneira de nos ajudar durante trânsitos difíceis de Plutão e de nos trazer de volta do mundo subterrâneo para uma nova vida e uma nova esperança. 

A história termina com uma mudança interessante. Há uma regra que diz que, quando alguém se liberta do mundo subterrâneo, é preciso encontrar uma outra pessoa para tomar o lugar daquele que se libertou. Quando lnanna retorna ao mundo superior, procura seu consorte Tammuz, que não a ajudara quando ela estava nos domínios de sua irmã, e diz: “Agora é a tua vez; deves tomar o meu lugar no reino de Ereshkigal”. Se um componente de um sistema se modifica, então todo o sistema terá que se alterar para que possa funcionar adequadamente. Se um dos parceiros, num relacionamento, passa por mudanças psicológicas significativas, a menos que o outro parceiro também ‘se modifique, o relacionamento corre o risco de ser completamente destruído. Inanna foi despojada de tudo o que lhe dera uma identidade e foi deixada morta — e mesmo assim ressurgiu renovada. A única maneira de descobrirmos que temos a capacidade de sobreviver à morte de nosso ego é passar pela morte do ego. Quando tudo o que pensávamos ser é levado embora, descobrimos uma parte de nós que ainda existe – aquele aspecto de nosso ser que é eterno e indestrutível. Quando o que pensávamos que nos suportava é levado embora, encontramos o que realmente nos suporta.

( Adaptação de “Os Deuses da Mudança” de Howard Sasportas)

Quer o nascimento e precisa da Força de Inanna para esta jornada? Venha fazer parte dos Círculos de Mulheres aqui do Tikura. Inana estará presente comandando a Vivencia do Dia das Bruxas!

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A Bruxa que há em mim , saúda a Bruxa que há em você!